Há um erro de percepção que atravessa toda a política portuguesa contemporânea: a crença de que a imigração é, por si só, a tábua de salvação demográfica e económica do país.
Trata-se de uma ideia repetida em todas as vertentes partidárias, como se fosse um dogma inquestionável: “Portugal precisa de estrangeiros para sobreviver”.
Mas será mesmo este o caminho lógico para a sobrevivência de uma nação?
O discurso dominante defende que a chegada de imigrantes é essencial para preencher vagas de trabalho e garantir a sustentabilidade da Segurança Social. Contudo, ao observarmos com mais profundidade, percebemos que esta visão é puramente tecnocrática, baseada em números e não em identidade.
O que está em jogo não é apenas economia, é a continuidade civilizacional portuguesa.
A miopia de uma política populacional sem alma
Portugal forma médicos, professores, engenheiros e técnicos, mas paga-lhes tão pouco que acaba por exportá-los para o estrangeiro.
Em seguida, importa mão de obra estrangeira para preencher as vagas deixadas por esses mesmos portugueses que o país expulsou economicamente.
É um ciclo perverso: produz-se talento, exporta-se valor e importa-se substituição cultural.
O preço da desvalorização interna
Tudo o que o Estado investe em programas de acolhimento, integração e regularização de imigrantes poderia, e deveria, ser canalizado para reter os próprios portugueses.
Aumentar salários, reduzir impostos sobre o trabalho, apoiar jovens casais com habitação e creches gratuitas, essa seria a política verdadeiramente inteligente.
A verdadeira sustentabilidade de Portugal não virá da entrada em massa de estrangeiros, mas da revalorização do cidadão português.
Soberania não é xenofobia
Defender fronteiras equilibradas e imigração regulada não é xenofobia, é soberania lúcida.
Uma nação que se respeita não se constrói à custa da diluição cultural.
É preciso compreender que importar pessoas para manter a economia viva não é o mesmo que manter viva a essência de Portugal.
O caminho lógico para o futuro
A solução está diante de nós:
• Investir no português.
• Valorizar os jovens.
• Incentivar a natalidade.
• Criar condições para que fiquem, se casem, tenham filhos e sintam orgulho em continuar a história deste país.
Portugal não precisa importar o futuro.
Precisa gerar o seu próprio futuro com dignidade, identidade e soberania.

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