Primeiro-ministro diz querer evitar "país envolto em lama" e rejeita prolongar instabilidade
Em meio a um cenário político conturbado, o primeiro-ministro Luís Montenegro declarou neste sábado que a realização de eleições antecipadas parece ser a única saída viável para Portugal. Durante um evento na Maia, alusivo ao Dia da Mulher, o líder do PSD enfatizou que sua responsabilidade é garantir que os portugueses tenham o poder de decidir o futuro do país.
"A minha responsabilidade... parece que não há alternativa a isso, que é devolver aos portugueses a capacidade que só eles têm de escolher o que querem para Portugal", afirmou Montenegro. O chefe do Executivo referia-se à crescente pressão política, intensificada por recentes denúncias envolvendo sua família e o governo.
Montenegro destacou que pretende evitar que o país fique "envolto em lama" e teve a cara de pau de criticar duramente aqueles que, segundo ele, querem manter a esfera pública em permanente instabilidade. Ele ainda disse que não deixará Portugal mergulhado em um período de crise prolongada, quando pode resolvê-la em poucos meses.
"Não vou permitir que Portugal viva um ou dois anos de instabilidade quando posso resolvê-la em dois meses", declarou.
Estas absurdas declarações ocorrem em um momento de forte desgaste para o governo, com partidos da oposição exigindo esclarecimentos. O PS já sinalizou que não pretende apoiar uma eventual moção de confiança. O Bloco de Esquerda e o PCP, por sua vez, acusam Montenegro de estar forçando uma crise política para justificar eleições antecipadas.
O Partido CHEGA, que desde o início aponta todas as mazelas segue a observar os passos discrepantes de um governo que expõe o país à desgraça total.
Com o cenário eleitoral cada vez mais provável, o país se aproxima de um novo ciclo político, onde os eleitores terão, mais uma vez, a palavra final sobre o rumo de Portugal.

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